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02/11/2014

O futuro das agências digitais

No dia 31 de outubro, palestrei no RD Summit 2014, um dos maiores eventos de marketing digital e vendas do Brasil, organizado pela Resultados Digitais, startup por trás do RD Station, plataforma de gestão de marketing digital, co-fundada pelo meu amigo Eric Santos.

Falei sobre o futuro das agências digitais. Acredito que estamos num processo de transformação onde as agências estão se tornando cada vez mais empresas de consultoria, utilizando diversas disciplinas, não apenas de comunicação, para ajudar a transformar os negócios dos clientes. Tenho dito que, para solucionar os desafios dos clientes, a entrega de uma “agência” (entre aspas por falta de uma melhor definição), pode ser uma campanha, plataforma ou até mesmo um novo produto ou serviço, onde a tecnologia tem papel fundamental.

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02/09/2009

Washington Olivetto na Casa do Saber:
O outlier brasileiro

Washington_Olivetto

Ontem, ouvindo o Washington Olivetto no curso Grandes Publicitários na Casa do Saber, vi que ele é um perfeito exemplo de outlier brasileiro. Pra quem leu o livro Outliers (Fora de Série), do Malcolm Gladwell, já sabe sobre sua teoria da confluência de talento, herança genética e cultural, momento histórico e localização, como fatores determinantes no sucesso de uma pessoa. Em resumo: é muito simplista associar o sucesso a apenas o talento do indivíduo.

Mais do que analisar a bem-sucedida carreira e a influência que ele exerceu em toda uma indústria, ouvir a sucessão de fatos que o levaram a se tornar quem ele é, foi muito curioso:

  • Aos 4 anos de idade, ficou por 1 ano sem poder andar, fazendo ele aprender a ler precocemente, consumindo obras de Monteiro Lobato. Tornou-se, nas palavras dele, um leitor ofensivo, aquele que lê e aprende antes de todos, ao contrário do leitor defensivo, que lê para saber aquilo que todos já sabem e não ficar pra trás.
  • Seu pai era um talentoso vendedor (embora não tivesse consciência disso). Vendia pincéis Tigre. Observando o pai vender, e gostando de escrever, qual seria o resultado? :-)
  • Cresceu num momento histórico onde a cultura efervecia e o mercado publicitário estava pronto para o surgimento de novos talentos.
  • Sabia qual era sua vocação. Virou publicitário querendo ser publicitário, diferente de seus amigos intelectuais que ganhavam dinheiro fazendo freelas na publicidade, mas queriam mesmo era publicar um livro ou compôr uma música.
  • Aos 17 anos de idade, dirigindo seu Karmann Guia (presente de sua tia, longa história...), teve um pneu furado na frente de uma agência, a HGP. Acabou vendendo seu peixe para o dono da agência, e conseguiu seu primeiro emprego.
  • Em seguida, trabalhou na Lince Propaganda, onde os criativos produziam muito, virando dias e noites e, assim, foi se aperfeiçoando no ofício. Nas palavras dele: - "Fui consertando o avião em pleno vôo". Acho um bom exemplo da teoria das 10.000 horas de treino, do Malcolm Gladwell.
  • Com mais experiência, entrou na DPZ, formando por 14 anos dupla com Francesc Petit, criando campanhas premiadas e obtendo grande projeção. Em 1981, foi o mais jovem jurado no Festival de Cannes.

Daí em diante, fez história e tornou-se um dos grandes personagens da publicidade brasileira.

Uma das perguntas do Celso Loducca, o entrevistador: - "Pra você, o que é sucesso?"

Washington: - "Sucesso é poder se tornar amigo de seus ídolos."

Bacana! ;-)




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