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12/02/2010

Vídeos da semana: Eike Batista, Jamie Oliver e Kevin Rose

Nesta semana, assisti a três vídeos que gostei muito. Cada um falando sobre assuntos distintos e igualmente fascinantes: negócios, nutrição e tecnologia. Seus protagonistas foram: Eike Batista, Jamie Oliver e Kevin Rose.

Vamos a eles:

Entrevista de Eike Batista ao Charlie Rose

O talk show do Charlie Rose é um conceituado programa de entrevistas nos EUA. Com seu background negro e a famosa mesa oval de carvalho, o entrevistador recebe grandes personalidades do mundo dos negócios, política e entretenimento.

Na última segunda-feira, dia 8 de fevereiro, o polêmico empresário-magnata brasileiro Eike Batista esteve por lá, numa entrevista muito interessante, onde ele falou sobre sua vida e sua missão de construir a infra-estrutura do Brasil do futuro. Por consequência, pode se tornar o homem mais rico do mundo (na entrevista, projetou um patrimônio pessoal de US$ 100 bilhões em 10 a 15 anos).

Ao redor de todo seu sucesso, há boatos sobre informações privilegiadas, imbróglios ambientais, excesso de marketing em negócios que ainda não estão consolidados, etc, mas é inegável a visão e convicção nas quais Eike estrutura seus empreendimentos. Seu papo convence, muito.

Clique na imagem abaixo para ver a entrevista.

Eike Batista


Jamie Oliver no TED 2010

Há uns 10 anos, vi pela primeira vez o Jamie Oliver no programa The Naked Chef, no canal People and Arts. Na época, ele era um garoto simpático ensinando suas receitas mediterrâneas em mais um programa de gastronomia.

Nesta última década, vários chefs viraram estrelas de TV, mas Jamie Oliver criou, consistentemente, uma carreira sólida, com vários trabalhos interessantes.

Nesta semana, ele palestrou e foi um dos vencedores do prêmio TED 2010, falando sobre educação alimentar para crianças. Sua crítica à indústria do fast-food e a necessidade de incluir alimentação fresca e saudável para todos, foi bem interessante.

Veja a palestra abaixo:



Kevin Rose analisa o Google Buzz

Um dos assuntos desta semana foi o Google Buzz, uma mistura de Friendfeed com Pownce, isto é, uma ferramenta para compartilhar, em tempo real, fotos, vídeos, links, idéias, tweets, etc. Será que precisamos de mais uma plataforma para compartilhar conteúdo? Eu, particularmente, não estou inclinado a usar o Buzz.

No vídeo abaixo, Kevin Rose, angel investor e fundador do Digg, analisa a necessidade do Google em ter mais informações, em tempo real, do que acontece na web. Vale a pena ver sua visão sobre o mercado de real-time search.

Veja abaixo o vídeo:

12/01/2010

Meus 5 pilares para performance pessoal

No final de 2009, ao avaliar meu ano e planejar 2010, vi que precisaria ter uma disciplina considerável para conseguir atingir as metas propostas. Equilibrar uma tonelada de demandas na vida profissional (empreender e gerenciar negócios e projetos), com a vida pessoal, principalmente para os casados e com filho(s), torna a missão quase impossível se não houver um planejamento claro.

Porém, para ter disciplina para cumprir as diversas tarefas diárias (e procrastinar menos), precisaria de mais energia física e foco. Então, resolvi listar os cinco pilares que servirão de base para uma melhor performance física e mental para este ano que promete ser repleto de desafios e crescimento.

1. Alimentação saudável

Nos últimos meses de 2009, dei uma boa descuidada na alimentação. Como sigo a dieta vegetariana, é necessário uma disciplina ainda maior para manter um equilíbrio nutricional e, em função da ausência de carnes, qualquer descuido leva a um consumo excessivo de carboidratos, frituras e demais alimentos pesados, para trazer uma sensação de saciedade.

Voltei a um padrão mais equilibrado, reduzindo o consumo de cafeína (que estava consumindo em excesso e, aliás, tive uma semana péssima de abstinência após o corte), e diminuindo também o consumo de laticínios, devido a uma intolerância moderada a lactose que tenho.

Em geral, sigo os princípios da dieta ayurvédica para meu dosha (tipo físico), e o nível de energia, disposição física, e qualidade do sono, aumentaram muito.

2. Exercício físico

Após 15 anos de exercícios físicos regulares (academia, corrida, tênis, yoga), 2009 foi o ano mais sedentário da minha vida. Este fator, aliado a má alimentação, baixou drasticamente meu nível energético.

Minha proposição neste ano é praticar, pelo menos, 3 atividades físicas por semana. Voltei a correr e, em fevereiro, retorno à academia. Acho que terei uma sensação parecida com este tweet do Rodolfo Araújo. No segundo semestre, farei algumas provas de corrida de 5 e 10K, apenas para motivar os treinos.

3. Meditação

Se eu fosse escolher qual a principal atividade que me traz equilíbrio diário, escolheria, sem titubear, a prática diária de meditação. Desde 2006, pratico regularmente uma técnica de meditação chamada IAM (Integrated Amrita Meditation Technique).

A meditação funciona como um reboot mental diário, reduzindo a frequência cerebral e, em última instância, trazendo relaxamento e equilíbrio.

Vejo que, no mundo corporativo, há uma tendência de realizar treinamentos baseados em meditação e de psicologia transpessoal. Sobre meditação, o Marcos Rezende, do blog Insistimento, lançou um e-book introdutório a meditação para profissionais.

4. Sono

Para mim, equilibrar as horas de sono é, de longe, o principal desafio dentre os listados aqui. Sempre tive uma tendência a ser notívago e ter dificuldade em levantar muito cedo. Como empreendedor, sem "hora para bater o cartão", o risco de perpetuar este padrão é enorme.

Após algumas experiências, inspiradas por um post do Tim Ferriss, aprendi que funciono bem dormindo 6h/noite (aproximadamente 4 ciclos ultradianos completos, de 90 minutos cada).

Algumas regras que adotei para melhores noites de sono são: após às 22h, não checar e-mails e evitar atividades de planejamento que impliquem em pensamento futuro (que trazem ansiedade). Evidentemente, cumprindo os itens 1 a 3 acima, a qualidade do sono aumenta, e muito.

5. Sonho

Aqui, não estou falando do sonho que ocorre quando estamos dormindo. Refiro-me à necessidade de termos um sonho e uma visão clara de onde estamos indo. No passado, sempre achei um chavão de "auto-ajuda" quando algum autor referia-se a visualização de sonhos. Porém, vejo que, em tempos passados, eu não tinha isso muito claro, e vim a tê-los após uma década de experiência profissional.

O que isso tem a ver com performance pessoal? Só com sonhos e visões muito claras, consigo ter a motivação necessária para enfrentar todos os desafios do dia-a-dia profissional, que trazem muitas gratificações, mas também, muitos obstáculos.

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Vejo que, aliando os pilares citados acima, com técnicas de produtividade, haverá uma maior probabilidade de entregar mais resultados, em menos tempo. No mínimo, é uma tentativa prática de equilibrar todos os papéis que exerço na vida. Uma frase que sempre repito (acho que é a terceira vez num artigo): "Workaholismo pode ser, muitas vezes, sinal de improdutividade."

09/12/2009

De 2009 para 2010

Timewarp

Há alguns dias, comecei a revisar como foi meu ano de 2009, o que desejo para 2010, e fui anotando no Evernote. Hoje, ordenei tudo em várias pequenas listas que mostram as conquistas, novos hábitos, buracos de improdutividade e mais.

Acho que documentar estas listas no blog será como um registro em cartório, servindo como referência para minhas ações em 2010. No próximo ano, voltarei a este post com frequência!

Vamos às listas:

Meus hábitos improdutivos:

  • Hábito de multi-tasking por falta de definição de prioridades.
  • Micro-gerenciar os colegas no trabalho, por falta de processos que guiem o workflow.
  • Tarefas operacionais tomando muito tempo, ao invés de realizar mais atividades estratégicas.
  • Checar e-mail várias vezes ao dia.
  • Excesso de visitas diárias às redes sociais (no meu caso, Twitter e Facebook).

Hábitos a incorporar:

  • Voltar a ter disciplina para fazer exercícios físicos (nunca estive tão sedentário).
  • Melhorar a disciplina de horários (principalmente para dormir e acordar).
  • Melhorar a disciplina para escrever artigos. Aprendi que escrever é uma questão de hábito e não de inspiração.
  • Criar espaço para ler mais livros.
  • Documentar e otimizar continuamente os processos nos negócios.

Boas novas em 2009:

  • Minha primeira filha nasceu!
  • Mantive disciplina na prática diária de meditação.
  • Tornei-me vegetariano após viagem a Índia (me fez muito bem).
  • Comecei a palestrar sobre marketing digital e produtividade online.
  • Iniciei uma coluna no Portal Administradores (por indicação do Rodolfo Araújo).
  • Cortei o uso de Messenger para bater-papo com amigos (buraco gigante de improdutividade).
  • Desliguei o push-mail no celular.
  • Comecei a estudar e tocar tabla.

Pequena lista de desejos para 2010:

Ferramentas que "pegaram" no meu dia-a-dia:

05/12/2009

Minha viagem para a Índia e os reflexos em 2009

Gandhi2

Após quase um ano, escrevo um post sobre a viagem que fiz para a Índia, entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que trouxe mudanças que refletiram por todo o ano. Fazendo um balanço de tudo que passou em 2009, vejo quanta coisa mudou e, ao contrário de outros anos, tenho uma nítida percepção de transformação.

A saga começou um mês antes do embarque, com a vacina contra a febre-amarela (obrigatória para tirar o visto no Consulado da Índia). No final de 2008, eu vinha de uma maratona profissional cujo stress baixou minha imunidade e, após a vacina, tive reação alérgica e uma febre moderada. Melhorei assim que pisei em solo indiano, o que já mostrava um bom sinal do que viria pela frente.

Viajei com minha esposa e fizemos uma grande jornada espiritual por lá. Naquele momento, a Índia estava sob grande tensão com o Paquistão e, por lá, só se ouvia sobre este assunto. Antes da viagem, tivemos pressão familiar, recomendando que não embarcássemos. Imagino que seja o mesmo quando um estrangeiro vem ao Brasil, ao ouvir notícias sobre a violência daqui.

Constatei também um preconceito subliminar com os muçulmanos. Em todos os vôos na Índia e no Qatar, onde fizemos escala, sempre havia várias pessoas que pareciam personagens de documentários sobre terroristas, que nos causava julgamento e até medo. Vi como a mídia reduz nossa percepção de um país, religião ou qualquer outra coisa, a apenas uma dimensão (violência, guerra, pobreza, etc).

Primeiro, ficamos duas semanas em retiro no sul da Índia, em Kerala, no ashram (monastério) da Amma, mestra espiritual indiana. Lá, além de todas as práticas de meditação, yoga e serviço voluntário, tivemos uma total desconexão com os padrões de vida ocidentais. A ausência de estímulos de consumo e da vida material, trazia nossa percepção para um tipo de felicidade mais autêntica, ligada ao equilíbrio interior.

Depois, fomos ao norte, para Delhi e Agra. Antes, passamos também por Kanyakumari, no extremo sul, onde o Oceano Índico encontra-se com o Mar Arábico.

Achei impressionante a diversidade do país. A cada dia, fui conhecendo a beleza cultural e espiritual que permeia toda a Índia. Porém, pra enxergar isso, temos que mudar o mindset e ver o que há por trás da simplicidade naquela multidão de 1.3 bilhões de pessoas numa área territorial menor que o Brasil.  Por todo o país, encontram-se igrejas, mesquitas e templos. Conheci hindús, muçulmanos, sikhs e católicos. No sul, em Kanyakumari, um grupo de jovens sikhs (eles usam uns turbantes pontudos), me abordou para tirar foto comigo (talvez passem poucos descendentes de orientais por lá). Na hora, pensei que seria assaltado ou tentariam algum golpe, mas não houve nada.

A última semana da viagem teve um roteiro mais turístico. Conheci o Taj Mahal e o Red Fort, em Agra, que impressionam pela opulência e riqueza. Em seguida, passei alguns dias na capital, Nova Delhi, uma metrópole também de contrastes.

Na Índia, segui uma dieta vegetariana e, voltando ao Brasil, aconteceu um fato curioso: continuei vegetariano. Digo que foi um fato curioso pois sempre fui um fã de carnes. Era do tipo que frequentemente consumia um Ribs on the Barbie do Outback, churrascos, peixes (base da comida japonesa), etc. Tentei por duas vezes comer, logo ao retornar, mas nunca mais desceu.

Minha lição com a viagem foi perceber como, no dia-a-dia, principalmente profissional, vivemos imersos numa espécie de matrix e perdemos o contato com nossa essência que é onde se encontra a felicidade.

Este post, offtopic dos temas que escrevo no blog, é uma necessidade que sinto de falar um pouco de crenças e valores, que são a base de tudo em nossas vidas. E, afinal, um blog é pra falar sobre quem somos, não é? :-)

Para ver fotos da viagem, visite o álbum em meu perfil do Facebook.

Foto do post: Óculos de Gandhi, no Memorial de Gandhi, em Nova Delhi.

26/11/2009

Como trabalhar com esta vista?

RJ

Nesta 4a feira, dia 25/11, palestrei sobre marketing e tendências na internet para o grupo de CEO's do Vistage, organização mundial de coaching para altos executivos. O evento foi no Hotel Marina Palace, no Leblon, Rio de Janeiro. A foto acima foi tirada da janela da sala de convenções, no 25o andar. Que diferença da vista dos prédios de São Paulo...

03/10/2009

Voltando para a Apple

Apple

Em 1987, aos 13 anos de idade, ganhei de meu pai meu primeiro computador. Era um TK-3000 IIe, da Microdigital, uma versão brasileira do Apple IIe.

Lembro-me da configuração até hoje: 320KB de memória (64KB + expansão de 256KB), disk drive de 5 1/4", e monitor de fósforo verde. Depois, viria uma impressora Epson LX300+, matricial.

Eu já gostava muito de informática. Mesmo sem computador, ficava lendo os fascículos de uma série chamada "Microcomputador Curso Básico", e ficava criando programas em BASIC que, depois, testava em computadores de amigos. Depois que ganhei o computador, fiz dezenas de joguinhos e aplicativos. Acho que, dos 13 aos 15 anos, fiquei, em média, 6 horas por dia no computador.

Nos fins de semana, eu chamava os amigos e ficávamos jogando e "trocando" programas. Na época, meu amigo Rodrigo Martinez, que estudava comigo no Pueri Domus, era um Applemaníaco e tinha centenas de softwares, espalhados em disquetes que guardava em caixas de sapato. Anos depois, o Rodrigo estava no grupo que fundou o provedor STI, vendido para a PSINet e, depois, fundou a hospedagem gratuíta hpG, vendida para o iG.

Em 1991, veio a fase do vestibular. Daí em diante, só usei computadores PC. Primeiro, um 386-DX40, depois, um 486-DX4, e vários outros em seguida. Minha vida profissional, em tecnologia, foi toda baseada em PCs e Windows.

Avançando para 2009, todo o hype em torno da Apple estava me atraindo a voltar a "experimentar a maçã". A combinação da plataforma Apple/Intel, o excelente MacOS e as aplicações baseadas na internet, tiraram todas as barreiras que podiam me impedir de largar os truculentos PCs. Então, há 3 semanas, migrei toda a minha vida digital para os produtos da Apple. Deixei meu notebook PC e meu celular Windows Mobile (ugh!), e, agora, estou com um MacBook Pro de 13" e um iPhone 3G (não consegui o GS no plano corporativo da Claro).

Após as primeiras semanas aprendendo as particularidades do Mac, posso dizer que estou 200% satisfeito com a mudança. É, Steve Jobs está certo. A experiência com um produto Apple é diferente, muito mais amistosa e natural. A integração de hardware e software é perfeita e não há experiência parecida com PCs.

E, tem mais um benefício: Não há quem deixe de admirar a maçã brilhando no belíssimo gabinete de alumínio ;-)

06/01/2008

Men's Health Living

Mhl Estava eu andando pela Fnac no dia 31/12 -- sim, momentos antes do Reveillon -- quando, por acaso, vi na seção de revistas a nova Men's Health Living. Comprei e achei curioso: é a primeira revista masculina com matérias voltadas para a vida do homem "moderno" em seu lar. Parece brincadeira de casinha para marmanjos ? Nem tanto. Há dicas de arquitetura e design de interior, gastronomia, cuidados do lar e mercado imobiliário (americano).
Parece que a revista é uma versão masculina do Martha Stewart Living (digamos que ela seria uma Ana Maria Braga do primeiro mundo). Interessante ver diversas matérias ensinando atividades básicas para o sujeito que decidiu morar sozinho e não sabe martelar um prego ou cozinhar algo decente... daqui a pouco, surgirão os homens-amélias.
A moda deve pegar e é bem provável que logo surja alguma publicação do gênero em terras tupiniquins. Antigamente, revista masculina era Playboy e similares. Depois, vieram VIP, UM, Vogue Homem e várias outras no gênero lifestyle pra barbados: moda, baladas, viagens, carrões, mulherada, etc.
Agora, vem a terceira onda... é a hora dos  "donos-de-casa" descolados.