10 posts no canal "Empreendedorismo"

16/03/2010

Man in the Arena: Meu videopodcast com Miguel Cavalcanti

Em janeiro deste ano, gravei com o Miguel Cavalcanti um piloto de um videopodcast sobre mundo digital, produtividade online e empreendedorismo, temas que também palestro e escrevo aqui no blog. A produção teve apoio do Luiz Murillo e, hoje, publicamos este teste: o episódio #000.

Desde o final de 2009, já vinha conversando com o Miguel sobre a idéia de produzirmos um videocast no estilo do Diggnation, Random e afins. Queremos gravar episódios mensais e planejamos também entrevistar alguns empreendedores.

Este episódio beta tem vários pontos a melhorar. Temos que estruturar melhor as pautas, ganhar fluência no vídeo e encurtar o tamanho dos episódios (acho que, no máximo, 20 minutos, com uma edição mais dinâmica). Mas, como um projeto startup, o objetivo era lançar e iterar, melhorando o produto a cada versão.

Ah, e por quê batizamos o videocast de Man in the Arena? No dia da gravação, falávamos sobre o famoso discurso de Roosevelt, que resumidamente diz: "... o crédito é para o homem que está na arena, cujo rosto está coberto de poeira, suor e sangue, que erra, falha, mas luta para acertar...". A essência do discurso é perfeita para todos que lutam a cada dia para empreender, aprender e crescer.

Abaixo, um trecho do discurso, transcrito do original em inglês:

"It is not the critic who counts; not the man who points out how the strong man stumbles, or where the doer of deeds could have done them better. The credit belongs to the man who is actually in the arena, whose face is marred by dust and sweat and blood; who strives valiantly; who errs, who comes short again and again, because there is no effort without error and shortcoming; but who does actually strive to do the deeds; who knows great enthusiasms, the great devotions; who spends himself in a worthy cause; who at the best knows in the end the triumph of high achievement, and who at the worst, if he fails, at least fails while daring greatly, so that his place shall never be with those cold and timid souls who neither know victory nor defeat."

Espero que acompanhem os episódios e estamos abertos às críticas e sugestões! ;-)

Aqui, links do vídeo em HD no Blip.tv e no Vimeo.

Nota: No dia da gravação, tivemos a ilustre presença do Eduardo Carvalho, que também já publicou um post em seu blog sobre o videocast.

12/02/2010

Vídeos da semana: Eike Batista, Jamie Oliver e Kevin Rose

Nesta semana, assisti a três vídeos que gostei muito. Cada um falando sobre assuntos distintos e igualmente fascinantes: negócios, nutrição e tecnologia. Seus protagonistas foram: Eike Batista, Jamie Oliver e Kevin Rose.

Vamos a eles:

Entrevista de Eike Batista ao Charlie Rose

O talk show do Charlie Rose é um conceituado programa de entrevistas nos EUA. Com seu background negro e a famosa mesa oval de carvalho, o entrevistador recebe grandes personalidades do mundo dos negócios, política e entretenimento.

Na última segunda-feira, dia 8 de fevereiro, o polêmico empresário-magnata brasileiro Eike Batista esteve por lá, numa entrevista muito interessante, onde ele falou sobre sua vida e sua missão de construir a infra-estrutura do Brasil do futuro. Por consequência, pode se tornar o homem mais rico do mundo (na entrevista, projetou um patrimônio pessoal de US$ 100 bilhões em 10 a 15 anos).

Ao redor de todo seu sucesso, há boatos sobre informações privilegiadas, imbróglios ambientais, excesso de marketing em negócios que ainda não estão consolidados, etc, mas é inegável a visão e convicção nas quais Eike estrutura seus empreendimentos. Seu papo convence, muito.

Clique na imagem abaixo para ver a entrevista.

Eike Batista


Jamie Oliver no TED 2010

Há uns 10 anos, vi pela primeira vez o Jamie Oliver no programa The Naked Chef, no canal People and Arts. Na época, ele era um garoto simpático ensinando suas receitas mediterrâneas em mais um programa de gastronomia.

Nesta última década, vários chefs viraram estrelas de TV, mas Jamie Oliver criou, consistentemente, uma carreira sólida, com vários trabalhos interessantes.

Nesta semana, ele palestrou e foi um dos vencedores do prêmio TED 2010, falando sobre educação alimentar para crianças. Sua crítica à indústria do fast-food e a necessidade de incluir alimentação fresca e saudável para todos, foi bem interessante.

Veja a palestra abaixo:



Kevin Rose analisa o Google Buzz

Um dos assuntos desta semana foi o Google Buzz, uma mistura de Friendfeed com Pownce, isto é, uma ferramenta para compartilhar, em tempo real, fotos, vídeos, links, idéias, tweets, etc. Será que precisamos de mais uma plataforma para compartilhar conteúdo? Eu, particularmente, não estou inclinado a usar o Buzz.

No vídeo abaixo, Kevin Rose, angel investor e fundador do Digg, analisa a necessidade do Google em ter mais informações, em tempo real, do que acontece na web. Vale a pena ver sua visão sobre o mercado de real-time search.

Veja abaixo o vídeo:

22/11/2009

O evento da Microsoft SOL e a formação do ecossistema de startups no Brasil

MS-SOL

Na 4a feira, 18/11, estive presente no evento da Microsoft SOL, programa de apoio ao desenvolvimento de startups digitais, co-organizado pelo Startupi, site que cobre startups brasileiras, e pelo Hub São Paulo, espaço de eventos e trabalho colaborativo.

Mais do que descrever o evento, compartilharei um pouco da minha percepção sobre o momento que vive o mercado de tecnologia e internet no Brasil. Pra mim, está claro que há um movimento de organização do ecossistema de startups, com grandes players como a Microsoft, incubadoras e investidores (angels e VCs), ordenando e formando uma cultura que facilitará o surgimento de novas tecnologias e atrairá mais talentos empreendedores.

Durante o evento, lembrei-me muito de um post recente do Fred Wilson, venture capitalist americano, onde ele fala sobre o tempo, experiência e paciência necessários para a consolidação de ecossistemas que favoreçam o surgimento de novos negócios, citando como exemplo o tempo que levou para Silicon Valley, New York e Boston consolidarem seus hubs de startups.

Falando de internet no Brasil, os grandes casos de sucesso estão ligados a três segmentos: provedores, portais de conteúdo e e-commerce, onde muitos começaram na época pré-bolha. Mas, esses empreendimentos, apesar de estarem num mesmo contexto e momento histórico, são iniciativas isoladas.

O que acontece agora é diferente e representa uma mudança cujos resultados veremos a médio e longo prazo, através da "inclusão digital" de empreendedores que tem projetos, mas a falta de capital, influência e rede de contatos, impedem que potenciais negócios saiam do campo das idéias.

Este movimento servirá também para incentivar ainda mais as iniciativas em centros de excelência em todo o Brasil, como o CIETEC, Centro de Informática da UFPE, Sapiens Parque em Florianópolis, etc.

Voltando ao evento, vimos o lançamento do programa BizSpark One, uma nova etapa do programa BizSpark, fornecendo plataforma tecnológica (Microsoft, é claro), e, agora, acesso a investidores e outros benefícios.

A agenda foi bem dinâmica e o Hub proporcionou o ambiente perfeito para a iniciativa.

O programa foi aberto pelos organizadores e apoiadores do evento: Diego Remus, do Startupi, Silvia Valadares, da Microsoft SOL e idealizadora do evento, Osvaldo Barbosa, diretor de serviços online da Microsoft, e Maria Piza, do Hub SP.

Os palestrantes foram:

  • Marcos Tanaka, CEO da Boo-Box, startup que desenvolveu um sistema de publicidade para mídias sociais, já teve cobertura da mídia especializada nos EUA, e tem a Monashees Capital como investidor.
  • Jonny Ken, criador do Migre.me, sistema de encurtamento de URLs que cresceu muito em função da popularidade do Twitter. Com o sucesso do Migre.me, também recebeu aporte de capital e deu origem a KingoLabs, onde desenvolve produtos voltados a métricas e business intelligence em mídias sociais.
  • Mervyn Lowe, CEO da P3D, startup que desenvolveu um sistema de animação 3D para o segmento educacional. O projeto foi incubado no CIETEC, financiado por um amigo angel-investor e, numa rodada seguinte, por um fundo baseado em Londres.
  • Eric Acher, sócio da Monashees Capital, fundo de venture capital que tem a maior parte de seu portifólio formado por empresas na área de tecnologia e educação.

Alguns destaques nas palestras:

  • No geral, as palestras mostraram que estas empresas já ajustaram seus produtos a seus mercados e estão na fase de expansão de clientes e receitas.
  • Osvaldo Barbosa falou que o programa BizSpark gerou nos EUA startups como o Yammer, que venceu o concurso TechCrunch50 em 2008.
  • Marcos Tanaka chegou na Boo-Box para ajudar a refinar o modelo de negócios da startup, após a criação do produto pelo fundador, Marco Gomes.
  • Jonny Ken, um figura, falou que se chegasse um investidor com uma mala-preta cheia de dinheiro, não saberia o que fazer para estruturar seu negócio, por isso, chamou sócios com competências complementares foi convidado por Paula Signorini e Maria Carolina, sócias com competências complementares, para montarem a KingoLabs.
  • Mervyn Lowe disse ter buscado investidor fora do Brasil por ter conseguido um valuation mais favorável, conseguindo assim, continuar no controle de seu negócio.
  • Eric Acher deixou claro que venture capitalists devem focar em construir empresas e pensar a longo prazo e não simplesmente fazer `deals`.

Finalizo parabenizando, principalmente, a visão da Silvia Valadares, que está ajudando a costurar uma colcha de retalhos que está alavancando todo um movimento empreendedor que transcende a própria empresa que ela representa, a Microsoft, e, brevemente, dará grandes frutos.

29/10/2009

4 vídeos sobre empreendedorismo e startups

A cultura de startups nos EUA é fantástica. Há todo um ecossistema que favorece o surgimento de novas tecnologias, produtos e modelos de negócios. Pra mim, que trabalho com internet e TI, é impossível deixar de acompanhar o que acontece em Silicon Valley, principal berço das startups digitais.

Há quatro autores/empreendedores que gostaria de destacar neste tema: o já "clássico" Guy Kawasaki, Tim Ferriss, Paul Graham e Eric Ries. Cada um, no seu estilo, tem algo a ensinar com seu trabalho e obras.

Abaixo, um resumo do que penso sobre cada um, acompanhado de um vídeo de alguma palestra recente. Recomendo a fundadores de startups, de qualquer segmento de mercado:


Guy Kawasaki

Acho que Guy Kawasaki foi o primeiro autor que deu atenção especial às startups. Seu livro "The Art of Start" tornou-se um clássico nas empresas de tecnologia. Seu blog, livros, palestras e negócios foram alavancados pela fama conquistada neste meio.

Nos últimos tempos, acho que ele não tem produzido muito material relevante. Na minha opinião, ele colocou muita energia em sua nova startup - Alltop - que, a propósito, não vejo valor, e diminuiu sua produção como autor.

Porém, é inegável o valor de seus livros e diversos artigos. Veja sua clássica palestra sobre "The Art of Start", em versão 2009, dada no evento Informatics Ventures, em Edinburgo, Escócia:




Tim Ferriss

Este sujeito é um dos meus preferidos. Muitos acham Tim Ferriss um falastrão e a Wired o elegeu como o "melhor auto-promotor de todos os tempos". Tim tornou-se famoso após lançar seu best-seller "The Four Hour Workweek", que alcançou, por um curto período, a posição #1 no The New York Times e no Wall Street Journal.

Eu gosto muito da forma como Tim Ferriss desafia o status quo e propõe, sempre, pensar diferente para conseguir resultados empregando menos tempo e recursos.

Abaixo, uma entrevista a Loic Le Meur, empreendedor serial francês, fundador do Seesmic. Confira e veja no vídeo um pouco do estilo e visão de Tim Ferriss:




Paul Graham

Na época da bolha da internet, Paul Graham, um brilhante analista de sistemas, vendeu sua empresa Viaweb para o Yahoo! e, depois, virou investidor, pintor, escritor e presença constante no universo das startups.

Seus ensaios sobre empreendedorismo, formam o maior e melhor conjunto de textos sobre o assunto que já vi. Estão todos compilados em seu blog.

Veja um vídeo de sua palestra no Startup School de 2008, evento anual organizado pela Y-Combinator, seu fundo/incubadora. A dica deste vídeo foi de Miguel Cavalcanti.




Eric Ries

O caçula desta lista, Eric Ries foi co-fundador de diversas empresas de internet, atuando sempre como diretor de tecnologia.

Recentemente, iniciou o movimento "Lean Startup", ou startup leve, defendendo a necessidade de baixo investimento e rápido desenvolvimento e lançamento de produtos, como forma de aumentar a probabilidade de sucesso de uma jovem empresa. Sua definição de startups é ótima: "Experimentos em ambientes altamente incertos".

Aqui, uma palestra de Eric Ries no Gov Summit 2009:


02/09/2009

Washington Olivetto na Casa do Saber:
O outlier brasileiro

Washington_Olivetto

Ontem, ouvindo o Washington Olivetto no curso Grandes Publicitários na Casa do Saber, vi que ele é um perfeito exemplo de outlier brasileiro. Pra quem leu o livro Outliers (Fora de Série), do Malcolm Gladwell, já sabe sobre sua teoria da confluência de talento, herança genética e cultural, momento histórico e localização, como fatores determinantes no sucesso de uma pessoa. Em resumo: é muito simplista associar o sucesso a apenas o talento do indivíduo.

Mais do que analisar a bem-sucedida carreira e a influência que ele exerceu em toda uma indústria, ouvir a sucessão de fatos que o levaram a se tornar quem ele é, foi muito curioso:

  • Aos 4 anos de idade, ficou por 1 ano sem poder andar, fazendo ele aprender a ler precocemente, consumindo obras de Monteiro Lobato. Tornou-se, nas palavras dele, um leitor ofensivo, aquele que lê e aprende antes de todos, ao contrário do leitor defensivo, que lê para saber aquilo que todos já sabem e não ficar pra trás.
  • Seu pai era um talentoso vendedor (embora não tivesse consciência disso). Vendia pincéis Tigre. Observando o pai vender, e gostando de escrever, qual seria o resultado? :-)
  • Cresceu num momento histórico onde a cultura efervecia e o mercado publicitário estava pronto para o surgimento de novos talentos.
  • Sabia qual era sua vocação. Virou publicitário querendo ser publicitário, diferente de seus amigos intelectuais que ganhavam dinheiro fazendo freelas na publicidade, mas queriam mesmo era publicar um livro ou compôr uma música.
  • Aos 17 anos de idade, dirigindo seu Karmann Guia (presente de sua tia, longa história...), teve um pneu furado na frente de uma agência, a HGP. Acabou vendendo seu peixe para o dono da agência, e conseguiu seu primeiro emprego.
  • Em seguida, trabalhou na Lince Propaganda, onde os criativos produziam muito, virando dias e noites e, assim, foi se aperfeiçoando no ofício. Nas palavras dele: - "Fui consertando o avião em pleno vôo". Acho um bom exemplo da teoria das 10.000 horas de treino, do Malcolm Gladwell.
  • Com mais experiência, entrou na DPZ, formando por 14 anos dupla com Francesc Petit, criando campanhas premiadas e obtendo grande projeção. Em 1981, foi o mais jovem jurado no Festival de Cannes.

Daí em diante, fez história e tornou-se um dos grandes personagens da publicidade brasileira.

Uma das perguntas do Celso Loducca, o entrevistador: - "Pra você, o que é sucesso?"

Washington: - "Sucesso é poder se tornar amigo de seus ídolos."

Bacana! ;-)

24/08/2009

10 lições que aprendi como empreendedor

Hoje, parei um pouco para pensar sobre lições importantes que aprendi nesses vários anos de vida empreendedora. Há 14 anos, tenho participado da formação e gestão de negócios ligados a tecnologia e internet. Tive vários sócios e parceiros, acertei e errei muito, ganhei e perdi dinheiro.

Uma grande lição, talvez a maior, é de que estamos aprendendo e recomeçando todos os dias.

Abaixo, estão 10 lições que ordenei ao pensar nestes anos que passaram:

  1. Convicção
    A sua percepção é única. Sua formação e experiências levam você a ter uma visão que faz parte da sua identidade. Portanto, muitas vezes uma idéia que seja óbvia para você, não ressoará nas pessoas ao seu redor. Ouça e avalie as opiniões e críticas, mas confie na sua convicção.

  2. Perfil x Valores
    Esteja cercado de pessoas com perfis e competências complementares. Porém, não confunda perfil complementar com valores e objetivos diferentes. No médio prazo, estas características mais sutis, que muitas vezes não avaliamos no início, podem ser críticas para os negócios.

  3. Aprendizado Horizontal
    Continue aperfeiçoando suas habilidades e aprendendo competências adjacentes. Aprender não significa tornar-se especialista num determinado assunto. O empreendedor deve aprender o suficiente para saber identificar novas oportunidades, reconhecer talentos e saber se sua equipe está na direção correta.
    A execução operacional de atividades técnicas nunca deveria ser sua prioridade (fácil falar, difícil fazer).

  4. Persistência
    Na maioria dos casos, a estabilidade e sucesso de um negócio vem após anos de persistência. Mas, é bom não confundir persistência com insistência em produtos e/ou modelos de negócios que não funcionam. Faz parte da persistência a habilidade de reinventar, sempre.

  5. Vocação
    Pode parecer contraditório com a dica acima, mas já presenciei e, eu mesmo vivi, casos onde investe-se energia no negócio errado. Às vezes, seu perfil pode ser mais adequado a outro mercado e, ao mudar, você pode experimentar uma fluência maior e uma melhor sinergia de suas competências, o mercado, sua rede de contatos, etc. Descubra sua vocação!

  6. Cuidado com produtos muito inovadores
    Mesmo com um bom produto, serviço e equipe, às vezes, o negócio não vai pra frente. Um exemplo que acontece frequentemente na área de tecnologia, é um excelente técnico desenvolver um produto que o mercado ainda não está preparado para consumir. Muitos empreendedores subestimam o custo de tempo e recursos para criação de cultura para uma nova tecnologia. O problema não é o produto, e sim, o timing do mercado.

  7. Acelere!
    Cuidado para não se acomodar em seus negócios. Às vezes, atingimos uma estabilidade confortável e, naturalmente, podemos reduzir o ritmo. Nenhum negócio anda por inércia por muito tempo. Veja se, ao seu redor, você não está cercado por sócios ou funcionários com tendência a parar no tempo e, se tiver, não se influencie por eles.
    Parafraseando Aleksandar Mandic: - "Se tudo está sob controle, você não está indo rápido o suficiente."

  8. Networking do bem
    Pense sempre na relação "ganha-ganha" com sua rede de contatos. Sempre que puder, ajude algum colega, provendo aconselhamento, sugestões ou críticas construtivas. Apresente contatos que possam ter sinergias nos negócios. Seja um facilitador para negócios entre terceiros. Uma hora, da forma mais inesperada, alguém fará o mesmo por você.

  9. Negócios paralelos x Foco
    Às vezes, o empreendedor não se contenta com apenas um negócio. A fome por novos desafios trará, em algum momento, a vontade de iniciar projetos paralelos. Avalie se a necessidade por um novo projeto não é uma fuga de seu negócio principal. Caso siga em frente, gerencie bem seu tempo e foco para não desbalancear os negócios e, se tiver sócios, fale abertamente sobre o assunto para evitar desconfortos ou perda de confiança.

  10. Aconselhamento tributário e jurídico
    Desde o começo do seu negócio, procure ter uma boa assessoria contábil, tributária e jurídica. Serão estes profissionais que terão acesso a informações "íntimas" de seu negócio, e você precisará confiar muito neles. Já vi empresas passarem dificuldades consideráveis por terem economizado na qualidade de contadores e advogados.

11/08/2009

Alguns posts para ler e reler

No meu Evernote, tenho uma anotação chamada 'Para ler e reler', com alguns links de negócios que procuro revisar todo mês e que recomendo para todos os empreendedores. Acho que, no dia-a-dia, muitas vezes sou absorvido por tarefas operacionais que me tiram a visão estratégica dos meus negócios. Por isso, tenho alguns textos favoritos que me servem como mantras.

Vamos a eles:

The Hardest Lessons for Startups to Learn (Paul Graham)

Be Relentlessly Resourceful (Paul Graham)

Success & Motivation (Mark Cuban)

Make better today than it was yesterday (Tim Ferriss)

9 Ways to Pump Up You, the Brand (Web Worker Daily)

10 Lessons from a failed startup (VentureBeat)

The Art of Bootstraping (Guy Kawasaki -- aquele dos bons tempos, pré-Alltop)

Show success before asking for help (Derek Sivers)

31/07/2009

Jeff Bezos, sobre Amazon e Zappos

Jeff Bezos é um grande empreendedor. Persistiu e transformou a Amazon num gigante do e-commerce, provedora de infra-estrutura na internet, com a AWS, desenvolveu um produto matador - o Kindle - que promete transformar ainda mais o mercado editorial e, agora, comprou a Zappos, maior loja online de calçados, roupas e acessórios.

No vídeo abaixo, Bezos fala sobre o que ele considera essencial nos negócios, e enfatiza que nunca viu uma empresa com uma cultura tão única e voltada ao cliente, como a Zappos.

23/07/2009

Derek Sivers entra em meu blogroll

Uma das coisas legais de seguir pessoas bacanas no Twitter é que, muitas vezes, clico em links que me levam a conhecer blogs que surpreendem pela qualidade dos autores. Recentemente, clicando num tweet do empreendedor-mobile Eric Santos, conheci o Derek Sivers, fundador do CD-Baby.

Muitos de seus posts e projetos estão ligados ao seu expertise no mercado fonográfico, mas também há posts sobre empreendedorismo repletos de insights que mostram que o Sivers é um ponto fora da curva. Só a seção Books! já vale a visita ao site. Há dicas de diversos livros com resenhas completas, analisando as principais idéias de cada obra. Li alguns dos livros listados e, as ótimas anotações do Sivers, serviram como uma releitura com novas compreensões sobre os temas.

Pra mim, o Twitter tem sido a mais dinâmica e útil ferramenta de social-media. É só saber quem seguir e postar tweets úteis para a comunidade. O problema é perder o hábito de escrever posts no blog com mais de 140 caracteres ;)

Derek Sivers já está aí ao lado, no meu blogroll.

01/04/2008

Dicas para empreendedores

Navegando pelos blogs que sempre visito, deparei-me com um post que mistura informação com irreverência. O autor é Jason Calacanis, um dos mais conhecidos empreendedores da internet americana. Suas dicas, apesar de beirarem a paranóia, podem ser úteis para negócios iniciantes (startups) e/ou em expansão acelerada no mercado de tecnologia. Não aconselho a leitura para "não-empreendedores"... neste caso, a leitura pode gerar revolta ! Veja o texto, clicando aqui.