O futuro das agências digitais

No dia 31 de outubro, palestrei no RD Summit 2014, um dos maiores eventos de marketing digital e vendas do Brasil, organizado pela Resultados Digitais, startup por trás do RD Station, plataforma de gestão de marketing digital, co-fundada pelo meu amigo Eric Santos.

Falei sobre o futuro das agências digitais. Acredito que estamos num processo de transformação onde as agências estão se tornando cada vez mais empresas de consultoria, utilizando diversas disciplinas, não apenas de comunicação, para ajudar a transformar os negócios dos clientes. Tenho dito que, para solucionar os desafios dos clientes, a entrega de uma “agência” (entre aspas por falta de uma melhor definição), pode ser uma campanha, plataforma ou até mesmo um novo produto ou serviço, onde a tecnologia tem papel fundamental.

As novas relações não são entre agências e anunciantes e sim de parceiros, trabalhando a quatro mãos, onde a “agência” se torna um braço de inovação das marcas.

O novo marketing está relacionado à “business invention”, onde os próprios produtos e serviços são os veículos de comunicação, seja por serem canais utilitários, presentes no dia-a-dia das pessoas (exemplo óbvio: Nike Fuel), ou por defenderem causas e atraírem tribos de consumidores (ex: do bem, Everlane). Nesse contexto, o papel de uma agência não é apenas criar uma estratégia de comunicação e, sim, de negócios, com equipes multidisciplinares que se plugam ao marketing do cliente, desenvolvendo, juntos, produtos e serviços.

Lá fora isso já acontece em agências como a AKQA, RG/A, Anomaly e outras. Nestes casos, a maturidade e cultura dos mercados, aliado ao tamanho das verbas, permitem a sustentabilidade dos modelos destas agências.

Por aqui, o grande desafio é o modelo de remuneração, num mercado onde a compra de mídia e, por consequência, comissionamento, corresponde à maior parte da receita das agências. Por isso, a disrupção virá provavelmente das digitais emergentes que arriscarem e acertarem seu posicionamento e cultura no timing correto onde as marcas começam a entender e dedicar mais verba para inovação.

Abaixo, os slides que serviram de suporte para a apresentação:

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